Parte dos minoritários da Oi acusa os controladores da companhia (Telemar) pela guerra em torno da reestruturação societária da empresa. “Se fosse uma adesão voluntária [à proposta] talvez o negócio fosse aprovado”, afirma o representante de um fundo de investimentos que tem participação na companhia.
Para ele, o grande problema da operação está na maneira como os controladores da Oi conduziram o processo de troca de ações, que levará a empresa a ter apenas uma classe de ações listada em Bolsa de Valores. “Se for aprovado como está, o caso abre um precedente perigoso para o mercado. Afinal, eles impuseram as regras e determinaram como vão dividir o bolo”.
Outros fundos de investimento e analistas de mercado procurados por Teletime revelam opinião semelhante: “chegamos a indicar pessoas para fazer parte do comitê independente [que determinou as regras da operação], mas nenhum nome foi escolhido”, reclama outro investidor, insatisfeito com os termos que o grupo Oi colocará em pauta no dia 27 de fevereiro.
Segundo apurou este noticiário, o principal motivo de queixas está na maneira como será feita troca: a Brasil Telecom (BrT) receberia os ativos da Telemar e Telemar Norte e Leste. Assim, os ativos desta empresa do grupo seriam avaliados a preço de mercado, considerado inferior ao valor que teriam caso fossem adotadas outras métricas para a transação. “Dependendo do cálculo, podemos perder até 30% nesta transação”, protesta. “É uma troca injusta, por conta de uma metodologia ilógica”, completa.