O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) pediu à Anatel o o acesso imediato "às motivações e planilhas" que fundamentaram a elaboração das regras do edital de licitação das faixas de 2,5 GHz e 450 MHz. As licenças serão usadas para fazer a telefonia móvel de quarta geração (4G). "O SindiTelebrasil entende que essas informações são fundamentais para a avaliação da viabilidade econômico-financeira do projeto", diz documento encaminhado pela associação.
Durante o evento, a entidade voltou a cobrar desvinculação da faixa de 450 MHz da licitação das faixas de 2,5 GHz. O pedido foi reforçado nesta quinta-feira 2, durante a audiência pública sobre o tema, realizada em São Paulo, pela Anatel.
Representante do SindiTelebrasil no evento, Sérgio Kern, afirmou que da maneira como está proposto inicialmente, é desvantagem para as operadoras a obrigatoriedade de investir nos 450 MHz e que “seria melhor se vinculassem a faixa de 700 MHz”, diz.
Outro foco de reclamação da entidade é com relação às metas de cobertura e qualidade para a telefonia de quarta geração (4G). “É melhor que se fixem metas apenas para as cidades-sede dos eventos esportivos [Copa das Confederações e Copa do Mundo]”. Para o diretor do SindiTelebrasil as metas de atendimento das faixas de radiofrequência e tecnologias utilizadas na cobertura “estas metas devem valer apenas para o serviço prestado, como no 3G”.
Sobre a possibilidade de se fazer 4G na faixa de 450 MHz, Kern afirmou que "não enxergo esta possibilidade. Afinal, a faixa é multi-uso, Já foi uma dificuldade enorme para disponibilizar 7MHz +7 MHz, tiveram que fazer uma grande engenharia. Imagine se colocar diversos players", disse o diretor do SindiTelebrasil sobre o comentário do presidente da Anatel, João Rezende, de que a faixa poderia se tornar vantajosa no futuro, e acenou com a perspectiva de se usar a tecnologia LTE, nesta frequência, futuramente.