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Mobile broadcasting viabilizará o B2C2B
quarta-feira, 8 de setembro de 2010, 12h09

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Na 3a edição Fórum Mobile Plus, realizado em São Paulo esta semana pelas revistas TELETIME e TI Inside, a principal novidade foi a sessão "workshop", que aconteceu paralelamente ao congresso principal. A ideia era discutir questões de convergência de mobilidade na perspectiva de como as empresas aproveitarão as novas oportunidades de relacionamento, fidelização e aquisição e interação com o consumidor. E o workshop que abriu o Mobile Plus na manhã desta quarta-feira, 8, teve como tema "A era do B2C2B e da convergência total" e foi apresentado por Julio Fabio, diretor de marketing da MC1.

B2C2B e o mobile broadcasting

O executivo salientou que o B2C já ficou para trás e o próximo passo a ser dado pelas empresas agora busca a interação, ou seja, o "business to consumer to business" (B2C2B). "A ferramenta perfeita para isso em um cenário de convergência total é o mobile broadcasting", diz. Ele lembrou a Portaria Interministerial 237 do Governo Federal, que determina que a partir de 2011 cada fabricante de celular possua uma cota obrigatória de 5% de terminais produzidos localmente com SBTVD e Ginga NCL, middlewares brasileiros que permitem a interatividade.

De acordo com Fabio, hoje todos os smartphones de mercado já são lançados com redes sociais, como Facebook, Orkut, Twitter, MSN, Skype, Google Talk, com acesso em um só click. E a TV no celular, para ele, levará isso a um próximo estágio e a um número ainda maior de usuários. "Nem todo mundo em uma comunidade carente pode comprar uma TV LED, LCD, mas me diga quem não consegue adquirir um celular?", indaga.

O executivo revela que já existe um trial de mobile broadcasting em andamento no Brasil, porém não revela os nomes dos parceiros. "A expectativa é que já no primeiro semestre de 2011 ele esteja em operação comercial", prevê.

O diretor da MC1 concluiu o workshop com uma provocação aos presentes no painel, representantes de operadoras, TVs, produtoras de conteúdo e desenvolvedores de tecnologia. "Vamos esperar isso estar funcionando no mercado ou nos antecipar e sair na frente"?
Daniel Machado
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