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Preocupada com crescimento acelerado do Android, o sistema operacional para dispositivos móveis do Google, a Apple decidiu afrouxar as regras para desenvolvedores de aplicativos para o iPhone. A fabricante anunciou nesta quinta-feira, 9, que "decidiu ouvir as reclamações de seus desenvolvedores – e clientes" e abrir a loja de aplicativos para aqueles que usam ferramentas de desenvolvimento construídas por empresas, desde que os software criados não baixem outros códigos.
O anúncio não especifica, no entanto, quais são as plataformas que serão liberadas, o que deixa dúvidas se será mantida a proibição da Apple de aplicativos para o iPhone desenvolvidos em plataforma Flash, de propriedade da Adobe. A tecnologia está probida no aparelho desde abril, quando a Apple alterou alguns parágrafos de sua política para desenvolvedores de aplicativos, impedindo a utilização de ferramentas de desenvolvimento controladas por terceiros - ou de código proprietário.
A decisão da fabricante causou irritação na Adobe e nos desenvolvedores de aplicativos, que acusaram a companhia de tentar controlar o mercado de software para smartphones. A proibição chamou atenção, inclusive, da Justiça americana, que, segundo a imprensa local, iniciou uma investigação para saber os motivos que levaram a empresa a atacar de forma tão direta a Adobe (veja mais informações em "links relacionados" abaixo).
No anúncio desta quinta, a Apple informou também que vai publicar pela primeira vez seus critérios de avaliação e escolha dos aplicativos para seus dispositivos móveis. "Agora, os desenvolvedores vão saber os motivos para a rejeição ou aceitação, de seus aplicativos", diz a empresa o comunicado.
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