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Level 3 nega cooperação com governo americano em monitoramento
quinta-feira, 11 de julho de 2013, 19h11



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Além de operadoras e companhias de Internet, empresas de infraestrutura de telecom também teriam relação com o programa de espionagem Prism, da Agência Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos e do FBI (polícia federal americana). Em resposta às denúncias na imprensa, que ressaltaram um acordo de segurança de rede de 2003 entre a Global Crossing e o governo norte-americano, a Level 3 (que adquiriu a companhia de telecomunicações em 2011) emitiu comunicado nesta quinta-feira, 11, no qual afirma que "várias notícias induzem a conclusões que são factualmente incorretas", negando que houvesse cooperação para o monitoramento da Internet.

Segundo a empresa, de fato, houve, sim, um acordo em 2003 com o chamado "Team Telecom", um coletivo de agências do governo dos Estados Unidos que inclui o departamento de defesa e o departamento de segurança nacional. A parceria teria sido renovada em 2011, justamente quando a Level 3 comprou a Global Crossing. "Em setembro de 2011, pouco depois de fechar a aquisição, a Level 3 assinou um novo acordo com as agências do Team Telecom", explica a empresa. O documento é público e pode ser encontrado no site da Federal Communications Commission (FCC), agência reguladora dos EUA.

"Não há provisionamento nos findados ou existes acordos de segurança de rede que permitam ao governo norte-americano obrigar ou requerer a Level 3, de qualquer forma, a cooperar em vigilância não-autorizada nos EUA ou em solo estrangeiro", declara a companhia. Segundo o comunicado, a parceria visava apenas garantir a integridade dos ativos da fornecedora de telecom naquele país.

A companhia garante que não há nada fora do comum no acordo, comparando com parcerias semelhantes na atuação em outros mercados. "A Level 3 tem negócios em mais de 55 países na América do Norte, Oriente Médio, África, Europa, América Latina e Ásia. Todos os países onde entregamos serviços têm leis e preocupações com segurança, e somos periodicamente procurados por autoridades do governo (local) para cooperar em investigações. Nossa política é a mesma em qualquer lugar. Nós cooperamos com as leis locais aplicáveis enquanto tomamos todos os passos razoáveis para proteger a privacidade de nossos clientes. Em geral, jurisdições que procuram assistência na aplicação de lei ou investigações de segurança proíbem a divulgação da assistência providenciada".

De acordo com denúncias de Edward Snowden ao jornal britânico The Guardian, a Global Crossing teria sido uma das primeiras empresas a aderirem ao programa de monitoramento do governo norte-americano. Já como Level 3, a companhia teria contrato de consultoria com a empresa Booz Allen, que empregava Snowden, e utilizava a rede de terceiros, como a espanhola Telefónica.

Da Redação
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