O sul-coreano paga pelo serviço, mas quem quer dizer como usuá-lo é a incumbent Korea Telecom (KT). A tele decidiu no final da semana passada bloquear o acesso à Internet das smart TVs da Samsung depois de meses de conversas infrutíferas para tentar fazer a fabricante, também sul-coreana, pagar pelo uso de sua rede banda larga.
A Samsung deu pouca importância às ameaças da KT, alegando que a tele estaria ferindo os princípios de neutralidade da rede, e o que circula no mercado internacional é que ela deve recorrer à Justiça e ao órgão regulador Korea Communications Commisson para reverter o bloqueio.
Outra fabricante de TVs conectadas, a LG, ainda estaria conversando com a KT e, por isso, suas smart TVs estão a salvo, por enquanto.
Análise
A alegação da Korea Telecom é que o número de TVs conectadas deve triplicar até 2013 (de uma base estimada de um milhão de Smart TVs hoje) e que isso deve impactar as redes e afetar a navegação de milhares de usuários.
O ponto é que aplicações de vídeo impactarão as redes das operadoras de telecomunicações com ou sem aparelhos de TVs conectadas e as teles têm de estar preparadas para isso. Mas o que querem é dividir os investimentos necessários com quem estiver por perto.
Algumas poucas operadoras já conseguiram que provedores de conteúdos over-the-top, como Netflix, pagassem pelo uso de suas redes. A própria KT fez com que provedores de IPTV pagassem pelo uso de sua rede e agora quer fazer o mesmo com fabricantes de TV. Aqui, entretanto, vale a ressalva: a TV é um dispositivo conectado, e não o provedor do conteúdo em si.