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Porto Novo adota app móvel na revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro
quarta-feira, 13 de julho de 2011, 12h45

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Os smartphones estão ajudando na revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro. Há três semanas, quinze inspetores da concessionária Porto Novo circulam diariamente pelas ruas da região munidos de smartphones com os quais registram consertos que precisam ser feitos, o que inclui buracos nas ruas e nas calçadas, postes sem luz, vazamentos de esgoto ou mesmo alertas de emergências de trânsito. Cada ocorrência é registrada por foto, geolocalizada e enviada pelo aparelho para o centro de operações da Porto Novo. Lá, os tíquetes são encaminhados para os órgãos responsáveis, como a Cedae ou a CET-Rio. Todo conserto é inspecionado pela Porto Novo e os smartphones também são usados para dar baixa nos tíquetes. O aplicativo móvel adotado foi desenvolvido sob medida pela carioca Abacomm e instalado em BlackBerries.

A Porto Novo, composta pelas construtoras Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia, foi contratada pela prefeitura para ser a responsável pela conservação e manutenção da zona portuária pelos próximos 15 anos. "É como se fôssemos os síndicos da região", compara o presidente da Porto Novo, Eduardo Pettengill. O projeto de revitalização, batizado de "Porto Maravilha", está orçado em R$ 7,6 bilhões e inclui a construção de importantes obras viárias, como duas novas vias expressas que absorverão o trânsito da avenida Perimetral, que será destruída. Essas obras também estão a cargo da Porto Novo.

Segundo Pettengill, a inspiração para o uso de smartphones em campo veio da concessionária que administra a Linha Amarela, que também adota uma solução de mobilidade para gerenciar o trânsito na via expressa que liga a zona oeste à zona norte da capital carioca. "Precisávamos de um instrumento para registro e comunicação das ocorrências que fosse quase instantâneo, para termos velocidade e presteza. Não sei como seria sem os smartphones. Talvez fosse como assistir TV sem controle remoto", compara o executivo. O valor pago à Abacomm pelo desenvolvimento da solução foi de R$ 70 mil.
Fernando Paiva
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