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PUSH-TO-TALK
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Diretor da Vivo compara crescimento do Vivo Direto ao da Nextel
quarta-feira, 23 de novembro de 2011, 19h14

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O Vivo Direto, serviço de comunicação via rádio (PTT, na sigla em inglês para push-to-talk) prestado pela operadora Vivo, tem crescido a taxas semelhantes às apresentadas pela Nextel nos últimos meses. A informação é do diretor de marketing móvel da Vivo, Daniel Cardoso. “O ganho líquido de clientes adicionados a cada mês é comparável ao do concorrente. E isso é importante para a empresa porque, dentro do atual portfólio de planos, essa oferta nos ajuda a oferecer novas propostas de valor aos clientes pós”, diz.

Conforme o executivo, o serviço está disponível aos assinantes desde meados de junho. Portanto, tomando-se como base a declaração de Cardoso, e levado-se em consideração o fato de a Nextel ter 433 mil adições líquidas de clientes no terceiro trimestre deste ano, pode-se estimar que a Vivo tenha aproximadamente 400 mil clientes de PTT.

Perguntado sobre qual seria o trunfo da Vivo para disputar mercado com a Nextel, em comunicação via rádio, Daniel Cardoso afirmou que o segredo está na qualidade e no preço: na Vivo, o serviço custa R$ 29,90 para clientes de planos pós-pagos. “Com aproximadamente R$ 60 ou R$ 70 é possível ter o Vivo Direto e a telefonia móvel convencional”, esclarece. Embora ele garanta que a líder em telefonia móvel esteja colhendo ótimos frutos no novo segmento, será difícil destronar a Nextel nesta área. Atualmente a empresa tem 10,2 milhões de usuários e, na comparação entre julho e setembro deste ano com igual período 2010, houve crescimento de 19% na base de assinantes da operadora.

De certa maneira, o crescimento considerável do PTT fora da Nextel explica o suposto interesse da Oi por desenvolver um serviço semelhante: circula no mercado que o presidente da operadora teria pedido a executivos que cotassem no mercado os custos para implantar uma solução push-to-talk com a marca da tele. Procurada, a Oi se negou a comentar o assunto.

Wilian Miron
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