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Para TVs, debate sobre espectro feito pela UIT desconsidera peso do broadcast no Brasil
quinta-feira, 26 de agosto de 2010, 21h26

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O movimento dos radiodifusores em defesa de algumas ideias que protejam seu modelo atual teve continuidade no painel da tarde desta quarta, 25, no Congresso da SET, em São Paulo.

O consultor Paulo R. Balduíno, da Synthésis, voltou a apresentar dados do estudo que está sendo feito por encomenda da Abert sobre os mercados de broadcast e telecomunicações. Segundo ele, o Brasil não pode ser comparado a outros países neste aspecto, pois as necessidades são diferentes. “Nos EUA há uma grande demanda por banda, porque há conteúdo, como serviços de vídeo, telemedicina. No Brasil não há uma necessidade tão grande”, afirmou.

O diretor de engenharia da Globo, Fernando Bittencourt, disse que o Brasil discute em posição desfavorável na UIT (União Internacional de Telecomunicações) quando o tema é banda larga sem fio, porque nos países desenvolvidos o broadcast não tem tanta importância, e portanto as frequências estão sendo atribuídas a outros serviços. Uma reunião da entidade marcada para 2012 pode revisar as regras de uso do espectro, permitindo o uso das faixas hoje destinadas à TV aberta com outros serviços compartilhados.

Balduíno propôs que o Brasil se movimente para chegar com uma posição forte a esta reunião, para defender a manutenção do espectro destinado à radiodifusão.
André Mermelstein
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