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Samsung lidera reclamações entre fabricantes de handsets, diz DPDC
sexta-feira, 27 de agosto de 2010, 19h10

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O levantamento realizado pelo departamento de Defesa e Proteção do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça revela que o maior número de demandas nos Procons referentes a reclamações nos aparelhos nos últimos seis meses foi de clientes da Samsung. A fabricante é citada em 29,36% dos registros de problemas, seguida pela LG, com 25,38%. Em terceiro lugar no ranking de reclamações aparece a Nokia, com 21,19% das demandas, e em quarto lugar, a Sony Ericsson, com 15,51%. A empresa menos reclamada entre os fabricantes de celular foi a Motorola, com 8,56%. As demais fabricantes não foram medidas.

Todas as empresas, no entanto, apresentaram o mesmo padrão de problemas sob a ótica do consumidor: problemas com a cobertura e abrangência das garantias dos aparelhos e defeitos nos equipamentos. Esses dois itens representam 75% de todas as demandas apresentadas contra este segmento.

A análise mês-a-mês também revelou que os problemas têm sido crescentes para a maior parte das empresas. Apenas a Sony Ericsson apresentou uma trajetória contínua de redução das reclamações nos últimos seis meses, embora tenha invertido essa tendência no último mês de análise (julho). Para o diretor do DPDC, Ricardo Morishita, o retrato apresentado no levantamento deixa claro que há um comportamento reiterado das empresas de descumprimento das regras e contratos dos consumidores. "Não tenho dúvidas de que temos aqui um problema de total desrespeito às regras de qualidade na relação com o consumidor", declarou ao apresentar os dados do estudo.

O DPDC pretende encaminhar a análise ao Inmetro para que o órgão avalie a conveniência de monitorar a qualidade dos equipamentos vendidos no Brasil. Importante frisar que todos os aparelhos vendidos no país precisam ter um selo de certificação emitido por órgãos credenciados pela Anatel. Essa avaliação, no entanto, tem foco técnico, verificando normalmente se os equipamentos estão de acordo com as normas internacionais e nacionais que limitam a emissão de radiação ou utilizam as faixas corretas de transmissão, por exemplo, mas não entram em questões de qualidade.
Da Redação
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