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SERVIÇOS MÓVEIS
Internet deve ultrapassar SMS como fonte de receitas para teles celulares
quarta-feira, 18 de março de 2009, 19h46

As operadoras móveis brasileiras registraram, em 2008, cerca de 10% de suas receitas provenientes de serviços de valor adicionado (SVA). No caso da Vivo, a maior parte destas receitas veio dos serviços de short-message (SMS), com resultado de R$ 700 milhões. Os serviços de transmissão de dados e acesso à Internet representaram cerca de R$ 600 milhões no total de receitas com SVA da operadora, e outros serviços de valor adicionado representaram R$ 150 milhões, segundo dados apresentados por Alexandre Fernandes, diretor de produtos e serviços da operadora, durante o Web Expo Forum, evento realizado pela Converge Comunicações esta semana em São Paulo.

A questão que se coloca é se 2009 será o ano em que a Internet representará mais para as operadoras de telefonia celular em termos de receita do que os serviços de SMS. Segundo Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor adicionado da Claro, essa é uma tendência que deve acontecer no curto prazo, mas o momento exato depende do comportamento também do mercado de SMS, que tem grande potencial de crescimento no país. "Na Argentina, cada usuário de celular manda 100 mensagens por mês. No México, são cerca de 65 SMS por usuário/mês. E no Brasil, os usuários de celular mandam apenas seis mensagens por mês, o que é muito pouco ainda", explica a executiva.

Alexandre Buono, gerente de serviços de valor adicionado da TIM, lembra que hoje, além da grande demanda que existe pelos serviços de Internet móvel, sobretudo com a aquisição de modems USB, ainda existe uma grande demanda também por smartphones, o que deve impulsionar ainda mais o mercado de dados e Internet em celular, e ajudar em outros serviços de valor adicionado.

Para as três operadoras, é complicado elencar uma prioridade quando se fala em SVA para 2009. Mas todas concordam que o desenvolvimento do mercado de Internet móvel, o aumento do uso de SMS e a exploração das possibilidades do mobile marketing estão entre os principais alvos do ano.
Samuel Possebon  
Converge Comunicaes

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