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A Copel Telecom não conseguiu uma licença para a oferta de STFC. Ao contrário do que foi informado pela Anatel na última quinta-feira, 21, a agência, na verdade, "aprovou a rejeição" do pedido da distribuidora ao invés de aprovar a expedição da autorização. O motivo oficial para a recusa, segundo a autarquia, é que o pedido "não atende as exigências legais e regulamentares".
A impossibilidade de liberação da licença está no fato de a Copel deter 45% do capital acionário da Sercomtel. A concessionária, por sua vez, já possui licença para operar em todo o Paraná, impedindo assim que a subsidiária da distribuidora de energia, Copel Telecom, tenha autorização própria de STFC. Por ora não há qualquer possibilidade de a Copel reduzir sua participação na tele para poder entrar no mercado de telefonia fixa.
A estratégia que está sendo pensada, segundo fontes da Sercomtel, é a possibilidade de uma oferta conjunta entre a tele e a distribuidora de energia. Nos testes feitos pela Copel em Santo Antônio da Platina (PR) para a oferta de banda larga via PLC, já está sendo oferecido aos moradores telefonia usando a tecnologia VoIP com a marca da Sercomtel. Caso o acordo se consolide, Copel e Sercomtel podem vender uma oferta de telefonia e banda larga empacotada para o cliente, nos moldes do que a NET e a Embratel já fazem. No caso das empresas paranaenses, ambos os serviços desse pacote podem ser oferecidos pela rede elétrica.
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