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BANDA LARGA MÓVEL
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Para operadores, modelos de uso ilimitado não têm futuro
quarta-feira, 1 de julho de 2009, 14h13

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Nenhuma operadora ou fornecedor confia muito nos dados da Anatel sobre o tamanho do mercado de banda larga móvel no Brasil hoje. Mas todos concordam que ele esteja próximo a 4 milhões de acessos, e a explicação para o sucesso, segundo a avaliação da Oi e da Claro, que participaram do 2º Seminário Wireless Broadband, organizado pela TELETIME, é a própria demanda por banda larga. "Hoje, não necessariamente estamos vendendo mobilidade. A banda larga 3G tem atendido a um mercado de banda larga carente de oferta", diz Márcio Nunes, diretor de core network da Claro. A posição é compartilhada por Roberto Guenzburger, diretor de segmentos da Oi, que reconhece que alguns usuários podem ter se frustrado em um primeiro momento com ofertas de velocidades que não são suportadas pela infraestrutura atual.

Uma grande preocupação das operadoras também tem sido com a questão dos modelos de acesso ilimitado por preço fixo que estão sendo praticados pelas operadoras de banda larga móvel. Guenzburger acredita que esse modelo não terá sobrevida longa simplesmente porque não há capacidade de rede para dar suporte a isso. "Uma hora as operadoras terão que limitar por preço, ou por banda, ou por tráfego ou discriminando dados", diz. Márcio Nunes, da Claro, concorda, e diz que do ponto de vista de engenharia também há uma grande preocupação com as ofertas ilimitadas. "O melhor modelo é limitar velocidades, mas isso precisará ser muito bem informado ao cliente para não gerar frustração".

Ricardo Pereira, diretor de marketing para pequenas e médias empresas da Embratel e um dos responsáveis pela oferta de WiMAX da operadora, o grande desafio será reverter o modelo ilimitado já praticado hoje. Ele também entende que em algum momento as operadoras terão que praticar preços diferentes em cada região, em função dos custos de operação, mas sempre haverá uma demanda que não aceitará restrições.

Para Luis Fonseca, diretor de handsets da Huawei, a melhor forma de rentabilizar as redes 3G é criar ofertas segmentadas, mas ele concorda com Roberto Guenzburger, que diz que hoje existe uma dificuldade técnica das operadoras móveis de oferecerem serviços diferenciados por qualidade de serviço e velocidade. Para Fonseca, a segmentação só virá quando as operadoras derem o segundo passo na implantação de redes 3G e adotarem plataformas de maior capacidade, como a Vodafone inglesa.
Samuel Possebon
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