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A Anatel deverá escolher entre dois modelos de operadora móvel de rede virtual (MVNO) e limitar sua atuação aos grandes centros, onde a infra-estrutura está completa. �Não tem sentido falar de operadoras virtuais em áreas onde não existem operadoras reais�, afirmou o o conselheiro da agência, José Leite Pereira Filho. Em um modelo haveria uma outorga de SMP para a operadora interessada, porém sem atribuição de faixas de freqüência, ou apenas uma faixa mínima. No outro modelo - aplicado em alguns países europeus - não existiria outorga específica para o serviço móvel; caberia à interessada somente informar à Anatel sua intenção de vender no varejo e o processo de compra de minutos no atacado de uma operadora real.
Como a MVNO torna-se responsável pela qualidade na prestação do serviço, a regulamentação deverá ser muito rígida, de modo a também garantir que essas empresas tenham acesso ao tráfego no atacado, disse Leite. Segundo o conselheiro, as MVNOs deverão atuar em nichos, deixando o perfil de operadora ampla para as donas das redes físicas.
Para o presidente da Acel - entidade que representa as operadoras móveis -, Ercio Alberto Zilli, as MVNOs são mais concorrentes do que parceiras de suas associadas, pois disputarão os melhores clientes. Ele afirma que o mercado brasileiro ainda não está maduro para esse tipo de negócio e que haverá uma guerra de preços com redução de margens de lucro.
Por outro lado, o presidente da TelComp - representa as operadoras competitivas -, Luiz Cuza, rebate e afirma que as MVNOs já estão atrasadas e que deveriam ter sido autorizadas a lançar o serviço há dois anos. A expectativa agora é de que o tema entre para consulta pública ainda em 2007.
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