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ESPECIAL - BWA
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BWA, a um passo da realidade

Sandra Regina da Silva

Com a evolução tecnológica de acesso local wireless, as novas faixas de freqüências e as regulamentações permitindo bidirecionalidade em tecnologias existentes, abrem-se muitas possibilidades para a telecomunicação fixa em banda larga sem fio

O BWA (Broadband Wireless Access ou acesso sem fio em banda larga) deve virar uma realidade no Brasil em 2001. Upgrades tecnológicos, que permitem maior velocidade de transmissão de dados, a permissão para bidirecionalidade em redes existentes e as diretrizes para uso de novas faixas de freqüência em banda larga que a Anatel promete estarem definidas no primeiro trimestre do ano devem fazer com que novas aplicações de serviços broadband sem fio saiam do papel e aumentem as possibilidades dos atuais operadores de telecomunicações.

O WLL (Wireless Local Loop) já conta com tecnologia disponível para deixar o serviço de telefonia fixa sem fio com maior capacidade, permitindo que seja feito acesso limitado à Internet. A grande expectativa, porém, é com as novas faixas de radiofreqüência do espectro.

A tecnologia WLL está atualmente disponibilizada em algumas operadoras no País. A Vésper, por exemplo, que opera WLL na faixa de 1,9 GHz com modulação CDMA, só conseguiu até agora oferecer dados, além dos serviços de voz e fax, a uma velocidade de 14,4 kbps.

"O nosso foco foi o atendimento à demanda reprimida por linha de voz e essa tecnologia adotada foi perfeita, tanto que vamos terminar o ano 2000 com 600 mil linhas, o que representa a maior planta de WLL instalada do mundo", afirma Antonio Bordalo, vice-presidente de marketing e vendas para o mercado corporativo da Vésper, que iniciou operações em janeiro deste ano. "O foco não foi e nem é direcionado para Internet", completa.

De acordo com ele, com essa tecnologia a Vésper conseguiu ser bastante ágil para atender parte do mercado carente de voz, pois é de rápida implantação. E essa rapidez é o que tem norteado a atuação da empresa-espelho, que traçou a estratégia, por exemplo, da Vésper Express, pela qual o usuário compra o telefone numa "caixinha" e ele mesmo o instala. "Hoje quem tem Internet, já tem telefone", diz o VP da Vésper. Mesmo assim, na base há clientes das classes A/B, que compraram o WLL como uma segunda linha telefônica.

A Vésper está se preparando para lançar em 2001 uma evolução tecnológica do CDMA de hoje, que permitirá velocidade de dados a 144 kbps. Assim que os fabricantes estiverem com o produto disponível, ela vai considerar sua adoção, segundo Bordalo. Ele pontua que será uma evolução natural da tecnologia e a infra-estrutura atual está pronta para essa e as futuras migrações. "A Vésper vai continuar com seu foco de oferecer voz, adicionando capacidade, velocidade", completa.

Outra novidade que a espelho prepara para 2001 é começar a operar na faixa de 3,5 GHz, cuja autorização já foi dada pela Anatel. Trata-se de serviço de voz que permite velocidade de transmissão de dados de 256 kbps a 512 kbps. "Por se tratar de uma freqüência maior, a instalação é diferente, com a antena tendo que ser apontada para a estação de rádio-base (ERB)", explica Bordalo. O serviço será direcionado às micro, pequenas e médias empresas, além do mercado SoHo, mas nada impede que também seja oferecido a assinantes residenciais. O serviço broadband, com e sem fio, vai chamar Vésper on Line.

A GVT, que tem o compromisso de iniciar sua operação até dezembro, vai utilizar a tecnologia da israelense ECI. Para garantir o time-to-market, a GVT está centrando suas opções tecnológicas em IP, redes multiprotocolo e soluções de banda larga. Será possível fornecer ADSL a qualquer assinante na rede. A solução será WLL, com 128 kbps de voz e dados a partir de 2001. Ser a última a entrar em operação, segundo declarações de Amos Genish, presidente da GVT, durante a Futurecom, realizada no final de outubro, lhe dá uma vantagem: a de ter tido a possibilidade de aprender com os erros das antecessoras, principalmente em instalação, serviços, processo operacional, entre outros. A previsão é estar funcionando em 24 cidades até dezembro, com quase 240 mil terminais. Para 2001, mais 520 mil terminais e, para 2001, 660 mil.

As incumbents, que podem utilizar o WLL em cidades com menos de 50 mil habitantes ou em áreas não-atendidas pelas espelhos, têm utilizado esse tipo de aceso, mas com baixa velocidade por enquanto, o que não se caracteriza como banda larga. Na verdade, elas vêm adotando o WLL estrategicamente para conseguir cumprir as metas de universalização da Lei Geral de Telecomunicações (LGT).

A Telemar começou a instalar WLL há quase um ano, como teste em Parati/RJ, inicialmente com 50 terminais, devendo terminar o ano com 650 nessa cidade. No começo, a incumbent conseguiu velocidade de apenas 9,6 kbps, devido à central analógica existente em Parati. Agora, mantendo a central, mas com uma interface digital, chamada V5.2, a taxa está em 56 kbps. "Estamos num processo de ampliação, adquirindo terminais DVI (a marca da Telemar para ISDN), e devemos chegar a 128 kbps", conta Carlos Henrique Silva Malab, especialista técnico e responsável pelos sistemas wireless da operadora.

A operadora está instalando, paralelamente, sete mil terminais residenciais no interior do Ceará. O fornecedor para Parati é a Alcatel e, para o Ceará, a Lucent, ambas prometendo velocidades de 128 kbps, com tecnologia DECT (Digital European Cordless Telecommunication) na faixa de 1910 MHz a 1930 MHz. Quanto a outras faixas de freqüência, a Telemar se mostra interessada em algumas delas, como a de 3,5 GHz e a de 10,5 GHz, mas tudo vai depender da relação custo/benefício para sua adoção, segundo Malab.

A Telefônica está com teste-piloto de WLL no interior de São Paulo, cujo planejamento é contar com 66 mil terminais no fim deste ano e 274 mil no ano que vem. Ao todo são 192 localidades nas regiões de Bauru, São José do Rio Preto e Araraquara, com intenção de atender 80% da demanda nesses locais. Segundo Juan Luís Berrocal, diretor de operações de atenção técnica da Telefônica, com o WLL a operadora irá atender locais sem rede tradicional e, em alguns casos, fora da área de cobertura da telefonia celular. Serão, em princípio, dois fornecedores de equipamentos, Alcatel e NEC. O primeiro permite serviços de fax e dados a 28,8 kbps com tecnologia DECT, enquanto o segundo, baseado em CDMA, atinge 14,4 kbps.

A Telefônica está também utilizando o WLL para instalar entre 70 e 100 telefones públicos sem fio até o final do ano no interior de São Paulo, em cidades com menos de 50 mil habitantes sem condições técnicas, como as localizadas em vales ou montanhas. No planejamento para o primeiro semestre de 2001, consta a instalação de dois mil a três mil orelhões sem fio.

A Telemar também está implantando telefones públicos sem fio no interior do Ceará. A expectativa é ter 1,4 mil até o final deste ano.

A Brasil Telecom testou WLL no Rio Grande do Sul, através da CRT, e decidiu instalar 500 mil terminais, sendo 195 mil em 357 localidades da Brasil Telecom e 310 mil em 455 localidades da CRT. Algumas delas têm mais de 50 mil habitantes e serão ativadas somente depois de outubro de 2001. O WLL vai servir para expandir a rede em alguns casos e, em outros, um modo complementar ao acesso com fio. Neste momento, a operadora está fazendo análise técnica da concorrência realizada para definir fornecedor e tecnologia. A intenção da Brasil Telecom, com o WLL, é disponibilizar serviços de fax (grupo III) e dados a 144 kbps, além de voz.

O que é BWA?

Qual é o significado de Broadband Wireless Access (BWA)? Trata-se de um serviço sem fio em banda larga. Mas qual é a velocidade mínima desejável de transmissão para que seja considerado broadband? Hoje para o mercado residencial, 128 kbps ou 144 kbps é suficiente - e muito - para as necessidades de grande parcela da população brasileira. Mas para ser competitivo com as tecnologias com fio atuais, precisa ser acima de 255 kbps. Diante de algumas opções por fio, que precisam da linha telefônica para o retorno, oferecer aos usuários serviço bidirecional wireless em alta velocidade é uma grande vantagem, ainda mais quando forem disponilizados serviços completos de voz, dados e imagem.

Quando o enfoque é o mercado corporativo com necessidades bem diferentes do doméstico e também do de micro e pequenas empresas, porém, a demanda por velocidade cresce para 1 Mbps ou 2,5 Mbps, no mínimo.

Talvez por não existir conceitualmente a partir de qual velocidade é considerado banda larga, vários fornecedores vendem suas soluções como sendo BWA, mesmo que elas fiquem no patamar de poucas dezenas de kilobits por segundo.

Em 1985, por exemplo, ter uma velocidade de transmissão de 9,6 kbps era banda larga, passando para 64 kbps em 1990. É claro que isso é subjetivo, mas o mercado brasileiro nos dias de hoje considera que 2 Mbps é o característico broadband. Novas aplicações vão surgir e essa capacidade, com certeza, vai evoluir.

Provedores

Há ainda provedores de serviços de telecom que têm se especializado em WLL. A Diveo é uma dessas empresas que define, como seu grande diferencial, o "tempo": o prazo de instalação de uma solução é de cerca de 15 dias. Além disso, promete qualidade de 99,995%, que significa quatro horas por ano indisponível, enquanto esse percentual é de 99,98% ou 20 horas no caso de fibra. Utilizando faixas de freqüência de 7 GHz a 38 GHz, a Diveo atua hoje em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Brasília, além de Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), entre outros. As malhas multisserviços são compostas por diversos hubs, cada um com pelos menos dois enlaces com outros hubs. "Algumas vezes a redundância pode ser feita também com fibra óptica própria ou alugada de terceiros", afirma Carlos Fróes Lima, gerente de transmissão, implantação e de novos produtos e serviços.

Os serviços da Diveo incluem acesso à Internet, ponto-a-ponto e última milha, co-location etc., direcionados a operadoras de telecomunicações, integradoras de sistemas, ISPs e empresas de médio e grande porte, como por exemplo Embratel (MCI), GlobalOne, EDS, IBM, UOL.

Utilizando tecnologias da Ericsson e da Lucent para comunicação e comutação; e Ericsson, Nera, DMC e Harrys para radiofreqüência, a Diveo oferece velocidades de 64 kbps a 155 Mbps. "Essa é a limitação física hoje do wireless", diz Carlos Fróes.

A Diveo manifestou interesse em receber autorização para as faixas de 3,5 GHz e 10,5 GHz, para aplicações ponto-multiponto em grandes centros urbanos e a empresa informa que a obtenção dessa autorização estará associada à licença de Serviço de Rede e Circuito Especializado de interesse coletivo.

A provedora também pretende obter licença e oferecer serviços multimídia, assim que o SCM for regulamentado pela Anatel.

A Vicom, mais conhecida por sua atuação por satélites, mostra interesse nas novas radiofreqüências, para ligar sites, complementar as redes corporativas. "Trabalhamos com soluções a partir da demanda. Se precisar dessas novas faixas para atender nosso cliente, sim, vamos pedir autorização para o uso", conta Fernando Mousinho, CEO da Vicom. "O vetor do nosso business é a evolução do consumidor. Ou seja, tudo termina no consumidor final", completa.

A Vis Tecnologia, fabricante e operadora de sistemas de comunicação por rádio, pediu licenças para uso de novas RF em 80 cidades. Para a empresa, as novas faixas servirão para fazer o acesso a várias cidades, nas quais a Vis chega através do backbone de longa distância em fibra óptica da Pégasus, sua parceira.

A vez do MMDS

A tecnologia digital e bidirecional torna o MMDS robusto em largura de banda e com possibilidade de concorrer de igual para igual com os operadores de TV a cabo. Agora, as operadoras terão capacidade para oferecer novos serviços de dados e de Internet

O MMDS (Sistema de Distribuição Multiponto Multicanal ou Multichannel Multipoint Distribution System), conhecido como uma das tecnologias para a transmissão de TV por assinatura, acaba de ganhar a possibilidade de ser bidirecional, através de autorizações que estão sendo concedidas pela Anatel. A bidirecionalidade aliada à digitalização da rede, cuja tecnologia já existe, torna o serviço apto a ser enquadrado como BWA.

A Anatel concedeu, no início de novembro, autorização às operadoras de TV paga TVA (em São Paulo e Rio de Janeiro) e TV Filme (em Belém/PA, Brasília/DF, Goiânia/GO, Campina Grande/PB, Belo Horizonte/MG, Uberaba/MG, Vitória/ES, Bauru/SP, Franca/SP, Presidente Prudente/SP, Caruaru/PE e Porto Velho/RO) para usarem a faixa de retorno do MMDS. Ambas operam redes analógicas, mas devem transformar seus atuais serviços de acesso à Internet bidirecionais.

A TV Filme tem atualmente 3,5 mil assinantes do Link Express, unidirecional e apenas em Brasília. A idéia é oferecer esse serviço integrado ao pacote de TV por assinatura Mais TV principalmente nas praças onde ainda vai entrar em operação (hoje, só Goiânia, Campina Grande, Belém e Brasília estão funcionando comercialmente). Mas a operadora pretende esperar a regulamentação da Anatel e a escolha do padrão de DTV (TV digital) para optar pela digitalização das redes.

Dílton Caldas, diretor de comunicação de dados e Internet do grupo TV Filme, explica que a empresa está fazendo análises neste momento e só escolherá a tecnologia de digitalização da rede considerando o modem (wireless) e o padrão de DTV, que, ao ser adotado pelas emissoras broadcast, deverá dar início também à TV interativa. Isso porque precisa haver interfaces entre todos esses aspectos, todos precisam conversar entre si. "A digitalização significa a capacidade de se multiplicar o espectro de freqüência", diz ele, exemplificando que no espaço de 6 MHz, que abriga um canal analógico, poderão estar de sete a nove canais digitais. A expectativa é que a operação de TV paga com acesso à Internet em Belo Horizonte seja lançada já digital. A TV Filme tem que começar a operar nessa cidade em maio de 2001, segundo o prazo da Anatel.

Desvinculando

"Vamos ganhar capacidade de integração, com mais canais de programação e outras ofertas de serviços, como canais só de áudio e video-on-demand (VOD)", afirma Caldas. Mais que isso, a rede vai suportar outros serviços. "Com o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), abre-se uma oportunidade fantástica’, diz o executivo, citando como exemplo a comercialização do serviço de acesso à Internet desvinculado da venda de algum pacote de TV por assinatura, a possibilidade de atuar no mercado corporativo com broadband, banda garantida, circuito e serviços de rede, além da oferta de last mile.

"A empresa Link Express em broadband e bidirecional pode fazer e gerenciar conexões e vai suportar informações de dados, voz e imagem."

Diante das inúmeras possibilidades, a empresa pretende em breve, talvez ainda neste ano, lançar o Link Express para o mercado corporativo, na faixa de 2,5 GHz. E a TV Filme avisa que irá atrás de todas as radiofreqüências que forem agregar algo para sua atuação, como as faixas de 3,5 GHz e 10,5 GHz, não descartando quando for necessário até mesmo utilizar fibra óptica. A proposta, segundo Dílton Caldas, é ser um provedor multisserviços, com uma rede ampla, atuando no maior número possível de faixas, independente da tecnologia, vendo a interoperabilidade como aspecto fundamental.

Faixa preciosa

O MMDS, que foi visto como tecnologia alternativa somente para TV por assinatura, sem conseguir nem mesmo enfrentar o cabo de igual para igual, passa a ter um novo enfoque e possibilidades abrangentes. Essa é a opinião de Alexandre Annenberg, diretor de infra-estrutura e tecnologia da TVA. "A conseqüência do canal de retorno e da digitalização é que a faixa do espectro passa a ser preciosa para a transmissão de dados. O MMDS passa a ser um instrumento de pay TV com excelente qualidade e capacidade, podendo oferecer produtos de dados", completa o executivo.

Não é por acaso que, nos Estados Unidos, MCI e Sprint compraram todas as licenças de MMDS, cobrindo o continente norte-americano por completo, relembra Annenberg. "É uma grande oportunidade para construir um backbone nacional de baixo custo e grande velocidade, que permite até mesmo a interatividade."

A partir de agora a TVA já poderá oferecer o canal de retorno pelo próprio MMDS, seja para a TV ou para o Acesso em Alta Velocidade (a marca do produto de Internet da operadora), em São Paulo e Rio de Janeiro, mas não há datas para lançamento em outras cidades. Quanto à digitalização, há estudos há algum tempo, mas ainda é necessário avaliar melhor o custo/benefício. Como o business principal é TV paga, a tecnologia digital permitirá oferecer aos assinantes pay-per-view (PPV) e video-on-demand (VOD). Esses serviços, segundo Annenberg, dependem da existência de conteúdo e demanda por parte da base de assinantes. "A decisão não é baseada no aspecto tecnológico e sim no mercadológico. Precisa-se justificar o investimento, cujo gargalo está no set-top box", explica ele.

As novas faixas de freqüência deverão interessar a TVA, principalmente para o Acesso com serviços de dados direcionados ao mercado corporativo.

A sua rede terá capilaridade, chegando à última milha, podendo ser interessante para diversas atuações. Annenberg avisa, porém, que nada está definido, pois tudo depende das diretrizes da Anatel. "Neste tipo de atividade, de business, ninguém vai ficar sozinho e a TVA está sempre aberta a parcerias", diz.

Digital desde o início

A Acom, que começou a operar TV paga por MMDS em abril já na tecnologia digital, sentiu um pouco de dificuldades no início, porque, segundo Bruno Ceppas, diretor da operadora, a transmissão de rádio ainda causa dúvidas na população. Ter rede digital desde o início foi uma decisão baseada na estratégia focada em BWA. Com operações comerciais em Natal/RN, Maceió/AP e Manaus/AM (ao todo, tem 13 concessões), conta hoje com seis mil assinantes e está testando o acesso à Internet e transmissão de dados em alta velocidade. A própria caixa (set-top box) digital faz o acesso residencial. "São tecnologias novas e objetivo é chegar a uma capacidade total de 30 Mbps. Para o residencial, a idéia é 256 kbps. Para o corporativo, compactação à vontade do freguês", brinca Ceppas.

Ele diz que o custo e a rapidez de instalação são os grandes diferenciais do MMDS. O foco, diz o executivo, é trabalhar no mercado residencial e de pequenas e médias empresas. "As grandes companhias podem pagar o custo de operadoras de telecomunicações e carriers. Não vamos competir com essas", antecipa Bruno Ceppas. A Acom vai oferecer também a última milha. "A proposta é viabilizar eficiência para os que não têm acesso."

O equipamento da operadora é padrão DOCSIS com possibilidade de conexão para serviço de voz. A Acom estará pronta para oferecer voz quando o mercado for aberto, enquanto operadores mais antigos terão que fazer um upgrade tecnológico, na visão de Ceppas. "Investimos muito, mas no estado da arte", diz ele, citando como exemplo o contrato de US$ 4 milhões com a ADC somente para a transmissão. Utilizando uma faixa do espectro de 200 MHz, consegue transmitir até 60 canais digitais em DVB (Digital Video Broadcast), voz e dados, além de acesso à Internet. A caixa tem cartão inteligente com sistema de acesso condicionado, da Nagra Vision. Ainda neste ano, a operadora pretende lançar o acesso à Internet e, sem seguida, a transmissão de dados.

A Acom fez pedido de licença de Serviço Limitado Especializado (SLE) e está esperando a liberação pela Anatel.

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